terça-feira, 8 de março de 2011

BLOCO DA ANSIEDADE: FREVO SEM FREIO

Frevo vem de ferver, corruptela: frever.  E foi isso que rolou ontem em frente à Fundição Progresso no RJ.  O frevo ferveu. 
Frevo: música e dança que exigem técnica e muita energia

A saída do Bloco da Ansiedade composto por dançarinos e músicos profissionais energizou o fim de tarde do dia 7 de março. 
Foi um barato!!!
O bloco ofereceu entretenimento a foliões e amantes da música.  Alegria e boa música (instrumental) tudo junto e misturado, é possível!!!
O frevo é um estilo muito sofisticado musicalmente. As melodias são difíceis, normalmente tocadas em andamento (tempo) rápido, cheias de síncopes e antecipações que exigem precisão no desempenho da orquestra, formada ontem por sopros ( trompetes, saxofones, trombones e tuba) e percussão (caixa, pandeiro, surdo). 
Partituras nas costas do músico da frente: solução criativa

O frevo também exige muito conhecimento musical de quem faz os arranjos (ou orquestrações), ou seja, aquele que escreve o que cada músico vai tocar.  Neste caso fui informado que os arranjos eram de uma galera de peso, lá mesmo de Pernambuco, terra natal do frevo.
O bloco saiu em sintonia com as origens.  Um cordão separava músicos e dançarinos da multidão que acompanhava o cortejo, assim como ocorre desde os primórdios do sinuoso estilo.  Na Recife do passado, a banda saía protegida pelos cordões e tendo à frente, abrindo caminho, os capoeiras, que com seus gingados acabaram por influenciar ritmicamente o desenho melódico do estilo.

Capoeiras à frente das orquestras de frevo
tradicionais no carnaval de Recife

Bloco da Ansiedade. A  influência nordestina no carnaval carioca vem de longe e ontem a fundição celebrou o presente com o frevo no pé na tradição.

Flagra no Frevo


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